FATIMA DOTTA - PROJETOS PEDAGÓGICOS


INCLUSÃO



Escrito por Fátima Dotta às 07h03
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A BOA CONVIVÊNCIA

                                                                                               

 

  • Ser consciente de si e dos outros, isto é, ser capaz de reflexão e de reconhecer a existência dos outros como sujeitos éticos iguais a ele.
  • Ser dotado de vontade, isto é, da capacidade de controlar e orientar desejos, impulsos, tendências, sentimentos ( para que estejam em  conformidade com a consciência ) e de capacidade para deliberar e decidir entre várias alternativas possíveis.
  • Ser responsável, isto é, reconhecer-se como autor da ação, avaliar os efeitos e consequências delas sobre si e sobre os outros, assumi-la,  bem como suas consequências respondendo por elas..
  • Ser livre, isto é, ser capaz de oferecer-se como causa interna de seus sentimentos, atitudes e ações, por não estar submetido a poderes externos que o forcem e o constrajam a sentir, a querer e a fazer alguma coisa. A liberdade não é tanto o poder para escolher entre vários possíveis , mas o poder para autodeterminar-se, dando a sí mesmo as regras de conduta.
                                                                                                  Marilena Chaui          

 



Escrito por Fátima Dotta às 17h00
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Homenagem a Rubem Alves

Quanta reflexão, quantas perguntas, questionamentos o querido Rubem Alves faz do " Dia em que subiu até o alto da Serra "

Leiam comigo, vamos viajar só um pouquinho - aliás é o que mais gosto nessa vida, viajar, incautos pensamos nas vezes em que subimos em qualquer serra que limita uma cidade para quem está em seu canto, onde só tem aquele aglomerado de pedras, ferro, cimento, areia, madeira, vidro, parafusos, pregos, eletricidade que formam, edificam a obra.

Habitações que alguém projetou,muitos homens geniais ouviram, perguntaram, entenderam, debrussando-se sobre o projeto que, apesar de suas leituras analfabetas, com a maior facilidade leram cálculos , medidas, quantidades, olham pensando, recebendo toda instrução necessária sobre a construção e lá vão eles, que gostam da profissão, até porque eles se satisfazem já que é inerente a todos nós participarmos àquele grupo e aí, sob a supervisão do chefe de obras que rege com maestria, que entende não dos semi-deuses - engenheioros, arquitetos, como doque domina, libera aqueles homens, sentindo que alí ele é poderoso como um maestro que pega as partituras da música feita por outros semi-deuses e comandandando aquele grupo que le junto com ele aqueles códigos que só eles como músicos, pertencentes, participantes dominam e aí todos como nós na leitura mais convencional não apenas decifram, interpretam o rítmo, a dinâmica e cada um desse grupo, como nós, tem seu momento glorioso, formam com seus iguais, no tempo certo a parte mais importante do todo, sem poder se perder o grupo domina não só aquelas letras, mas o comando do outro semi-deus e aí, nós professores nos comportando como regentes, cumprimos nosso papel, a  nossa arte com aqueles que deviam nos entender como todos, mas o mal trato distraiu com tantos motivos que saiu fora do ritmo e tudo, menos isso pode acontecer, todo cuidado é pouco , sob pena de tudo ruir, a obra virar entulho e o maestro, por um milésimo de segundo deixou-se levar por um tormento, um drama, quem sabe por qual pensamento, até a piada que ouviu antes de assumir, e aí o preço é caro, tudo que está em jogo quase sempre não dá para recuperar... quem sabe recomeça correndo o risco de ficar desacreditado e perder o principal, o doimínio, a vingança, quando nos sentimos poderoros, não tem preço.

Perdão, Rubem Alves, queria te homenagear, mas depois de duas ou três linhas do seu relato, saí do rítmo como professora, entrei na via que nada tem haver com parte de sua pequena crônica... ou será que você me deu a mão e viajamos nesses pensamentos ? Valeu, Mestre, valeu.

OBS: baseado em parte do pequeno trecho que está na contra capa do livro de memórias "O velho que acordou menino"



Escrito por Fátima Dotta às 11h00
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ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

- Conforme o "andar do processo", percebo que é possível - sem deprezar o objetivo comportamental - primeiro e principal, que é perfeitamente viável "injetar" outros ítens como tem feito sem macular a complexa proposta - em macular, leia-se acumular, entulhar, deixar nebuloso, uma nevoa na transparência do objetivo, sem "pular" etapas e sim ressaltando, fortificando, expandindo, envolvendo - permitindo a colocação de mais objetos, as ações que evidentemente têm um comportamento de acôrdo.

*  *  *

- "...dinheiro na mão é vendaval..." No meu livro " Antes que nos extingam" escrevi um tópico todo que só trata da "educação financeira". No projeto que objetiva propor em tudo que "pede", um determinado comportamento, considero relevante trabalhar a postura ao lidar com mais esse tema. Escrevo levantando algumas questões para as crianças, que envolvem a relação com o dinheiro, como administrar, como conseguir às custas de algum sacrifício, acumular, aplicar, nem que seja uma pequena quantia, para alguma necessidade não prevista a fim de conseguir ter condição de realizar algum projeto, estar "prevenido" para o caso de surgir algum revéz ou surpresas inesperadas.

- No conceito, introduzo nas cartinhas,gotas da história de por exemplo o que é , como é o escambo, para aguçar a curiosidade escrevo perguntando se sabiam que o sal já foi dinheiro e daí vem a palavra salário. Como precisamos de dinheiro desde que nascemos a té a morte, mesmo correndo risco de ser ingênua, escrevo sobre como conseguimos o dinheiro. Por quê trabalhamos ? 

- É justo um pai de família ir para casa com seu salário no bolso para pagar compromissos, comprar alimentos, medicamentos, para o grupo familiar a que pertence, somando o dinheirinho que sua mulher ajuda através do trabalho, e uma de suas jornadas passar um ou mais "seres humanos" iguais a ele e com umaarma em punho e lhe roubarem todo dinheiro e se reagir, desesperado,não vai nem saldar suas dívidas. Este cidadão não para no bar para beber, não usa drogas, nem vai aproveitar aquele dinheiro para uma diversão própria, ao contrário, ainda vai ficar faltando, voltando se reagir o matam ? É preciso que leia, pense, escreva o que acha, dou espaço até para contarem algum caso, depoimento ou um exemplo.

- Deixo para responderem a questão: 

O que acham que resolveria esse violento problema social ?

Aproveitando o gancho posso comentar perguntando se sabem como são as cadeias, prisões, delegacias. Se ajudam de algum modo a recuperarem alguém ?

E, até uso a velha pérola: "O que acham que é dinheiro limpo, dinheiro fácil, dinheiro sujo, dinheiro como produto de muito trabalho, muito sacrifício, muita luta ? Que me ajudem nesta pesquisa que minha professora pediu.

O que acham de terem um brinquedo novinho, acabado de ganhar, que adora, cuida com carinho, brincam e de repente some ! Triste você pergunta se alguém viu e os colegas dão informações confusas com medo de "entregarem" o "colega" conhecido por ser muito violento.

E ainda se teriam coragem de ficar com algo que não é seu.

Concluindo: Peço para escreverem para mim, concordando ou não e o porquê.

Frase para pensar: "dinheiro é muito bom, mas não é tudo !"


*   *   *


-  É indescritível a satisfação que tenho quando abro uma cartinha e percebo os avanços, por exemplo nos seguintes resultados positivos: uma criança que escrevia em qualquer papel sujo/rasgado/amassado, num láqpis precisando ser apontado, os desenhos ? Uns rabiscos ( vai ver essa professora "Anta" que vos escreve - acreditem já chamaram uma professora, futilmente, pela TV - rede nacional - GNT - São Paulo Faschion Week - Aquela "moça" que te olha com cara de desprezo e enjoo e para tanto ganha uma fortuna que me deixa em dúvida: seríamos nós umas Antas mesmo ? Seria a "moça" a certa ?

Agora sua carta, minha criança , já vem quase ou toda completa, bonitinha, ilustrada, curiosa, começa cumprimentando,perguntando se vai tudo bem, comenta escrevendo quase sem erros, ver no portfólio, até tem uma letra quadrada toda estilosa! Os assuntos da última cartinha que lhe enviei; conta que vem agindo pensando antes em qual valôr tratará e demonstra que entendeu muito mais doque eu imaginava. Mostra que não é mais egoísta, como escreveu um garoto, orgulhoso por dividir com o amigo a bola que ganhou de aniversário e ficam brincando de fazer embaixadinhas. Quanto mais perguntas antes das despedidas mais fico eufórica. Já não esquecem de assinar e datar - é demais ! - ganhei o dia, o mês, o ano ! Mas, se ao abrir uma cartinha leio na escrita um apelo para esta ou outra aprendizagem, fico feliz do mesmo jeito, percebendo que estamos trocando.



Escrito por Fátima Dotta às 13h17
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CONSIDERAÇÕES SOBRE A AUTO ESTIMA E O DESEMPENHO ESCOLAR

CONSIDERAÇÕES SOBRE A AUTO ESTIMA E O DESEMPENHO ESCOLAR

 

O PROJETO DESABROCHAR SE PREOCUPA COM A AUTO ESTIMA EM ALTA DOS PROTAGONISTAS

 

Desde a fase de criação do texto, carta, ilustrações foram como um complemento nas páginas, no envelope pois queria me superar com o conjunto e detalhes da escrita e da ilustração, até começar a cartinha, chamar os alunos (os piores entre os piores, lembram ?), responder, inserir novos temas. Este detalhe, as palavras, os assuntos - é lógico que quando é preciso, não vou concordando com o que não tem nada à ver - ser mais "sério", todo o processo do projeto é sério, mas, como professora, a garota aqui tem que protestar com energia, levantando o problema do que foi registrado pelas crianças, passo conselhos, uso termos mais para o lado do sermão, demonstro e escrevo que não é por aí, não posso desconsiderar essa preocupação - que garota prodígio eu sou ! - não posso esquecer que estou na mesma fase etária que eles, por mais sensata e amadurecida que seja, pincelo minha escrita com detalhes lúdicos.

Acabo de sair da internet/pesquisa vindo para o blog registrar os resultados de pesquisas sobre a auto estima e desempenho escolar, ne-nós mostra a idéia que julgar os alunos de baixo desempenho como não inteligentes - idéias pré fabricadas, pré concebidas - ainda é a postura que domina, é incrível.

Uma das conclusões mais fortes foram os resultados das pesquisas feitas por dois estudantes da Fundação Liberato, o Alexandre Spinola e Lidiane Andriolla - de Novo Hamburgo, no Rio GRande do Sul.

"Já realizamos palestras e os alunos que estavam indo mal acreditavam que não conseguiriam passar de ano e os professores apenas colaboravam para que a situação continuasse a mesma" ( Alexandre).

" Dos 133 estudantes do 4º ano fundamental I entrevistados através de questionários e entrevista; os seis pais ouvidos, assim como todos os professores, os pesquisadores concluiram que : "a maneira como eles são tratados apenas reforça a situação em que se encontram". O aluno de auto rendimento recebe elogios como gênio ou inteligente, o que eleva cada vez mais sua auto estima. Enquanto isso os que tem mais dificuldade ouvem incentivos como esforçados (entendem que tem força bruta ) ou querido ( afeto/carinho, que também é muito bom, mas não se refere ao desempanho doaluno)" ( Lidiane Andriolla). 

É muito gratificante descobrir mais uma vez, que meu trabalho não é apenas "lindinho, um presente às pobres crianças desamparadas". É só conferir os três volumes de portfólio, a evolução, que melevou à "aproveitar" a paixão que este instrumento exerce e que por si só já aumenta muito e encoraja o aluno a escrever as respostas, para ir incluindo mais conteúdos que estão empararelhados às outras matérias (TCMS) matérias oficiais que justamente por isso, por não terem espaço pelo tempo ocupado pelas outras matérias, correm o risco de ficar soltos e até sem importância.

É evidente que os professores são mestres em não deixarem passar nenhum espaço, pois aproveitam para rever, propor atividade que os levam à percepção, avaliação, se foi ou não assimilado todos os conteúdos do dia, se ficaram algumas dúvidas, nessesmomentos são sanadas e aí fica uma atividade complementar da aula dada.

Concluindo, que há simuma linearidade entre a baixa auto estima e o desempenho escolar fraco e uma boa auto estima desempenha um aproveitamento escolar melhor e adequado.




Escrito por Fátima Dotta às 09h57
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SANDRINHA - VENCEDORA



Escrito por Fátima Dotta às 16h05
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ATIVIDADES



Escrito por Fátima Dotta às 16h37
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AVALIÇÃO DO PROJETO FESTIVAL DE LEITURA ENVOLVENDO TODA ESCOLA



Escrito por Fátima Dotta às 17h19
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CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS NO PROJETO DESABROCHAR



Escrito por Fátima Dotta às 12h39
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PENSANDO

 

  • O Projeto Educacional Desabrochar com todas as etapas inclusive com o uso de diversas maneiras levanta muitos questionamentos e para respondê-los com clareza é preciso pensar, levantar alguns pontos clareando, deixando correr o risco de não colocar todos; esta falta é resultado da profunda limpeza a ser feita.
  • A chuva cessou, as nuvens se afastaram e o céu voltou a ser límpido. Se tudo no teu mundo é puro... todo "corpo educacional" for puro, leve, então dá estruturas/profundezas aos muros - literalmente serão puros e as flores, puras, as águas puras tratadas por quem sabe o significado de pureza, de respeito, guiará os atos de trocas de saberes puros, por mais complexos e abstratos que sejam, simplesmente límpidos, claros, transparentes, clean, puros guiarão a cultura do ar puro, do verde puro, do rio de águas puras ao longo do caminho; e a partir da reforma profunda clara, pura e, a partir da instituição acadêmica pura. o mundo pode ser puro.           
                                                                                                            ( Maria de Fátima Montenegro Dotta )

  • Voltando ao projeto que exige etapas que englobam toda dinâmica continua  depois de ter a IDÉIA de combater a violência na escola com carinho, beleza, respeito, resgate dos valores, compreensão afim de sensibilizar, pretender e conseguir uma convivência melhor, pacífica, através da compreensão, percepção e competência da escola.
  • Observo que, num momento, fazendo mais uma avaliação do projeto, ousei tentar enriquecer mais os conteúdos dos instrumentos - cartinhas recebidas de amigos secretos (eu), lindas, corajosas, que enfrentam, combatem a violência em nome da paz, do comportamento, do aproveitamento... Ainda poderia dar mais sentido à postura, aqui várias vezes problematizadas, resgatando com o grupo, valores impagáveis, mas esquecidos. 
  • Sempre aumentando os conteúdos, sem deixar de lado as questões do comportamento, respeito, agora também a sustentabilidade - tudo em gotas, introduzindo de maneira subliminar, como já escrevi, sem esquecer a idéia primeira que surgiu para haver uma convivência pacífica, um cuidado literal com a escola em todos os seus aspectos, objetivando o entendimento de tudo em nossa "caminhada" deve ser a busca da felicidade.


 



Escrito por Fátima Dotta às 20h41
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PENSANDO

 

  • Capacidade afetiva, é uma proposta que pretende ligar ao relacionamento interpessoal, à compreensão e à convivência no grupo e à percepção e ao respeito às diferenças.
  • Propor que através da capacidade ética, de autodeterminar-se, de cooperar, de ações autônomas, de autovalorizar-se no grupo e de tomar decisões com base em valores e opções que se apresentam nas variadas situações cotidianas.
  • Também concordo com a proposta de trabalho com capacidade de inserção social, de estudante perceber-se sujeito integrado, dependente e transformador do meio, identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente para melhoria inclusive da comunidade. É fundamental para construção da cidadaniia, pois possibilita a superação do individualismo pelo pensar e agir cooperados.
  • Há também a proposta do uso da capacidade estética, para que o estudante se sinta estimulado a produzir, apreciar e valorizar as variadas formas de arte,realizadas em diferentes momentos históricos por diferentes culturas, na sua relação com o uso da natureza e com a diversidade cultural.

 



Escrito por Fátima Dotta às 20h00
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PENSANDO

     "Violência, indisciplina

      Vamos debelar ?

'      E deixar 

       A boa convivência 

             PAZ DESABROCHAR"



  • Pesquisando a palavra disciplina implica na observância a preceitos ou normas estabelecidas. A violência, por sua vez, seria caracterizada por qualquer "ato violento que no sentido jurídico, provocaria um constrangimento físico ou moral.
  • A instituição escolar não pode ser vista apenas reprodutora das experiências de opressão, de violência, de conflitos, advindas do plano macroestrutural e ninguém pode contestar a escola vista como um espelho da sociedade.
  • O professor tem a função além de informar, ensinar, de estabelecer os limites da realidade, das obrigações e das normas. Quanto maior a repressão, maior a violência dos alunos em tentar garantir as forças que assegurem sua vitalidade enquanto grupo. Alunos e professores, devem se ajustar e formular regras comuns - os limites de fechamento e de tolerância. Portanto, nem autoritarismo e nem abandono. O professor ocupa seu lugar limitador, também abrindo brechas que permitirão ao aluno negociar e viver com mais intensidade a misteriosa relação que une o lugar - escola e o nós - alunos. ( Julio Groppa Achino ).
  • Quando, diante de circunstâncias violentas por parte dos alunos a escola se enrigesse, aplicando uma Lei única para todos os casos, contudo não é assim que se consegue que a violência seja eliminada, ela assume outras modulações e rompe regularmente, trazendo à tona tudo o que foi rejeitado.
  • O conflito sempre presente, obriga a trabalhar, a cada momento, com todas as turbulências do cotidiano, localizando as formas através das quais elas se compõe em relação aos limites e às coerções da instituição.
  • Partindo dessas premissas, no plano educativo, um aluno indisciplinado não é entendido como aquele que questiona mas sim como quem não tem dificuldades em entender o ponto de vista do outro e de se autogovernar, não consegue compartilhar, dialogar e conviver de modo cooperativo com seus pares.
  • É comum ver a indisciplina na sala de aula como reflexo da pobreza e da violência presente de um modo geral na sociedade e fomentada de modoparticular nos meios de comunicação, especialmente a TV.
  • Do ponto de vista do aluno as críticas ao sistema escolar não somente dom autoritarismo ainda tão presente, mas também da qualidade das aulas, de modo que os espaços são organizados com pouco tempo de recreio, da quantidade de matérias incompreensivas pouco significativas e desinteressantes como também há queixa da falta de clareza dos educadores, nas aulas monótonas, da obrigação de permanecerem horas sentados - concordo que os alunos aprendem mais interessados quando a prática é movimentada.
  • Pensando em ações pedagógicas, que levem os educandos a quererem fazer parte da escola, ele é a escola. Mas como eles encaram o pertencer como mais uma estratégia e não como direito do cidadão sem generalizar, os professores exautos, frustrados, desvalorizados acabam não conseguindo "chamar" o aluno através de seu próprio interesse, curiosidade, aulas com uma dinâmica com uma  postura mais ativa - infelizmente temos que levar em conta os estado, a desvalorização deste professor que reluta em criar em conjunto com seus pares uma verdadeira revolução que é urgente como sustentáculo da educação, retomando a visão acadêmica da instituição não apenas levando em conta como se bastasse saber que 2+2 são 4. É preciso avaliar como este acontecimento imprime uma nova direção em nós mesmos conferindo à existência de um certo grau de perfeição.
  • A escola como reflexo da sociedade fica entre "a faca e a espada" uma perplexidade imóvel, no máximo apavoradas é assim: "Não se pode fazer nada, a violência, a indisciplina, estes comportamentos dominam e a palavra de ordem hoje é detonar" tem a força conquistada lentamente, como fazem as crianças na primeira infância: vão agindo e agindo "pedindo um limite que nunca vem". É dai que surge a frase desanimada e terrível que nunca deveria ser pronunciada: "- Não posso com eles !" - aí, "entregam o jogo" e, acredito, uma falta de respeito, limite, não conseguem nem sugerir ou sequer agir de acôrdo com regras que visam melhorar para o bem de todos. 


 



Escrito por Fátima Dotta às 19h36
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ILUSTRAÇÃO



Escrito por Fátima Dotta às 18h34
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VAMOS PENSAR

 

  • Escolas grandes e pequenas, de periferia e centralizadas. Já trabalhei em todo tipo de prédio e com as mudanças administrativas públicas, todo tipo de linha. Trabalhei em escola de latinha ( Pita ), da provisória - reciclada de aglomerado ( horrível e insalubre ) , enquanto construiam as de alvenaria ( Marta - Serra ), alvenaria grande - grande ( Luiza Erundina / Jânio Quadros / Paulo Maluf ) a chiquérrima Remo Rinaldi Naddeo em plena periferia - Km 23 da Anhanguera em tres lances, toda com reproduções da Tarcila do Amaral junto com as plantas, até elevador para cadeirantes ( da chic Marta ), escolas club ( como os CEU's ) CEU - Centro de Educação Unificado ( Marta, Serra, Kassab, Haddad ) tanto na periferia quanto nas centralizadas ( estáparecendo aquele samba ( samba também é cultura ) do Martinho da Vila: já tive mulheres... adoro êle. No meu caso não encontrei a ideal mas perto disso, trabalhei em escolas pequenas como a da minha querida Zélia - diretora da EMEF Edgar Carone e em outras do mesmo tamanho. Sou totalmente a favor das escolas pequenas, como a Carone. Era um primor em cada detalhe, a marca da Zélia, diretora na época. Não adianta essa escola é dela. É preciso conhecer além das salas de aula, cozinhas e banheiros para conhecer a administração da escola. Nos banheiros do Carone, até cortininhas de renda ! E as cortinas das salas ? Botou as irmãs e até nossa querida Eline inesquecível colega para costurarem as cortinas - o prefeito Serra ficou impressionado, pelo menos na minha classe - até me deu um abraço ( Roberto odeia êle ) e para as crianças: ( quem é palmeirense ? Você escreva na lousa Palmeiras (ai ,meu Deus, logo ele ) ! Graças a Deus escreveu certo. Ufa ! Reflexão: é melhor que hajam escolas não tão grandes onde ninguém se conhece conduzir o andamento de todo espaço onde tem construídos três prédios - poucos funcionários - ( Dilermando ), mas enchem os olhos dos eleitores, escondem problemas sérios difíceis de identificar pelo tamanho da escola ? Ou as pequenas, possíveis de serem administradas, coordenadas, enfim um trabalho mais extensivo ? E mais, o CEU com seu visual todo, uniforme, material, mais preparo/reciclagem, competência ? Construção dá emprego, mas resolve a deficiente educação ?


 



Escrito por Fátima Dotta às 12h27
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VAMOS PENSAR

Alguns pontos precisam ser esmiuçados, simplificados, investigados para criar uma nova escola, com tranquilidade, pensar bem como deve ser tanto o prédio -  o que realmente necessitamos - quanto a filosofia pedagógica que não poderá ser apenas mais um remendo. 

"O cidadão é o indivíduo que consciência de seus direitos e deveres e participa ativamente de todas as questões da sociedade. Tudo o que acontece no mundo, seja no meu país, na minha cidade ou no meu bairro, acontece comigo. Então eu preciso participar das decisões que interferem na minha vida. Um cidadão com  um sentimento ético forte e consciência da cidadania não deixando passar nada, não abre mão desse poder de participação"

                                                                                                                             ( Herbert de Souza, o Betinho )  



  • O projeto Desabrochar assim como seus integrantes, as crianças, está em contínua transformação; em convívio com seus pares quando já consegue agir reconhecendo-se como ser social. Como querer que os alunos se mantenham imóveis e quietos, se a dinâmica de todas as ações pedagógicas estão em movimento.
  • É competência da escola, garantir a aprendizagem, leitura e escrita para todas as crianças. Competência desde cedo. Porém antigas concepções de ensino e de aprendizagem e preconceitos sociais impedem que isso ocorra parecendo que tudo é um sonho inalcançável. É preciso rever o que se pensa sobretudo da repetência e das famílias desfavorecidas entre outras questões. Reflexão: resolveria investir em bons programas de recuperação e sistemas de avaliação competentes ? 
  • Capacidade cognitiva, importante no modo como o aluno(a) se posiciona diante das metas que deseja alcançar , vinculada ao uso de formas de representação e de resolução de problemas, assim como capacidade de relacionamento interpessoal situando-se no ponto de vista do outro. Reflexões: seriam sobre suas construções mentais e sobre os modos de vida múltiplos e singulares ?
  • Está mais do que evidente que a escola precisa passar por uma mudança radical. Está provado o "todo" que a escola oferece acaba sendo uma verba perdida, enquanto não formos ao núcleo, avaliar, sem medo de mudar o que já começa errado em sua profuncidade, não vai adiantar camadas e mais camadas de retalho. Aquele verniz bem superficial já não engana ninguém. Reflexão: seria necessário voltarmos às carteiras universitárias ? E quem se habilita a reger as classes ?


 



Escrito por Fátima Dotta às 11h46
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